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filosografias
Filosografias porquê?
Um autor de um website, Vitor Cid, num comentário a uma fotografia minha referiu que considerava as minhas fotografias "filosografias".
Como nada me ocorria às minhas fotografias colocava-as no tema "pessoas" até ao dia 5 de Setembro de 2005. De facto o tema que mais se ajusta à mensagem das minhas fotografias foi a que este autor definiu e muito bem "filosografias". Não sei como agradecer a este autor a satisfação profunda que me deu ao "encaixar" neste tema as minhas fotografias. É que as fotografias que faço revestem-se sobretudo de um estado d´alma sereno quando as registo. Muitos autores sugerem que o tema seja encaixado na maioria das fotografias em "grafismos" pois acho eu que é um tema "directo" para os autores. De facto prefiro encaixar em temas que obriguem a reflectir mais, e que na relação "fotografia" mais o "título" e indicação do "tema" controverso levem a leituras visuais mais elaboradas das pessoas que as vêm, quer os autores do "escrita com luz" quer às pessoas anónimas que vejam as fotografias.
Mamede de Albuquerque afirma:
J M F Coutinho apresenta trabalhos fotográficos apaixonantes do ponto de vista gráfico, da riqueza da composição e do tratamento da luz. A qualidade é comum a todos os trabalhos expostos com imagens excelentemente conseguidas sob o aspecto formal e que qualquer fotógrafo ambicionaria ter captado.
A personalidade do autor reflecte-se na sua obra. O seu carácter amável e sensível inspira, de forma marcada, a sua fotografia que, por mais experimental que procure ser, se enquadra sempre nos limites do melhor bom gosto sem resvalar para atentados estéticos ou grotestos provocadoramente snobantes. Ora desenha sentimentos utilizando a luz de forma subjectiva, oferecendo ao espectador a sua visão particular do objecto - praticando o que ele chama a sua filosofo-fotografia, ora esboça grafismos de espantoso design. Para quem o quer ouvir explica algumas das suas imagens mais conseguidas com uma grande simplicidade como se elas fossem obra do acaso. No entanto, qualquer iniciado em fotografia percebe que não pode ser aleatória a forma magistral como os pequenos pormenores são aproveitados, os subtis contrastes cromáticos são explorados e a simplicidade gráfica dos traços e das sombras é captada. Se parece obra do acaso é porque nas mãos de J M F Coutinho o aleatório é mais rico de sugestões que a maioria de complexas imagens doutros fotógrafos, mesmo daqueles a quem o sucesso já consagrou.
Em todos os seus trabalhos são evidentes o marcado sentido da composição, o posicionamento certo dos objectos no interior da moldura e a capacidade de cativar o olhar, construindo no expectador sensíveis empatias de prazer.
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