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Constância ou sem?
O ano passava em Constância e nós impávidos e nada serenos. As imagens falam por si e colam com as do album de Almorol. Foi tudo na mesma altura. O fumo do papel da fábrica invisível nas fotos mas omnipresente em Constância, confunde-se com o nevoeiro de Dezembro. Constância tinha outro nome. Mudaram-lhe o nome e a paisagem que de bela e única passou a poluída e triste. O povo não agradece.
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a conquista de Almorol
No primeiro dia do ano de 2001, sem graça nem nossa senhora, um bando de inúteis resolveu tomar o Castelo de Almorol, essa foraleza insular que no meio do tejo e dos soldados em treinos, mostra a grandeza da inexpugnável nação portuguesa. Estes jovens, de uma forma simbólica tomaram o castelo, tiveram o controlo da nação durante 36 minutos e depois, já fartos foram-se embora no último barco, antes de anoitecer. Foi um feito prodigioso. O povo agradece. O barqueiro pelo menos agradeceu.
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a morte do cinema europa
E a Cãmara resolveu pagar. Pagavam a renda do cinema que tinha servido para a campanha do candidato que perdeu e que o entretanto enclausurado resolveu não pagar e passar o pagamento para quem tinha feito promessas e não podia, agora na posição de derrotado, cumprir. Mesmo assim a anterior oposição foi conivente e resolveu pagar a renda que sabe-se lá quem deveria pagar. Somente a renda. Nem pensar em usar o espaço durante os 32 meses que estava no contrato. Na altura a renda mensal era apenas unn lilhares de contos. Durante 32 meses. E aquele espaço, este espaço, vazio, com o seu guarda e a sua loja alugada. Por baixo daquele plateau estão mais umas centenas de lugares. Para as pessoas se sentarem e verem um espectáculo. Mas não. Lisboa, Portugal, tem tantas e boas salas de espectáculo. Para quê recuperar o que temos. Deita-se tudo abaixo e depois logo se vê. Quando passo naquela esquina olho para a fachada e vejo o interior, vejo os projectos lindos que tivemos e o azedume que nos ficou da nojenta decisão dos que mandam nisto tudo...
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andarilho fotográfico
Nas andanças e nos dias que passam e não ficam numa fotografia. Este album não é um album. É m conjunto de situações captadas nem sempre por mim mas por quem lhe apeteceu captar aquele momento e usava a maquina de parar o tempo que lhe estava mais à mão. Outras foram experiências que fizemos a dois ou mais. Nas legendas apenas adiciono o local, mais ou menos exacto onde aconteceu. Quem lá estava lembra-se melhor que eu do que se passou. Eu só tirei ou emprestei o tal dispositivo para tirar uma parte do tempo que passa e parece não querer parar. E não para...
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Budapeste e Budakalsz
É uma cidade capital e uma aldeia que se entornam para o mesmo Danubio e numa distância de umas dezenas de Km mudam tudo. As horas, os dias e os meses, o clima, a polaridade e a visão das coisas. Ou talvez esteja a exagerar...
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música e dança na Hungria
Numa maratona de música e dança tradicional da Europa Central, passámos por escolas, arquivos, institutos, concertos, bares, feiras,... Quando voltei o Durão tinha acabado de vencer. Se soubesse o que sei hoje tinha ficado por lá...
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