| E a Cãmara resolveu pagar. Pagavam a renda do cinema que tinha servido para a campanha do candidato que perdeu e que o entretanto enclausurado resolveu não pagar e passar o pagamento para quem tinha feito promessas e não podia, agora na posição de derrotado, cumprir. Mesmo assim a anterior oposição foi conivente e resolveu pagar a renda que sabe-se lá quem deveria pagar. Somente a renda. Nem pensar em usar o espaço durante os 32 meses que estava no contrato. Na altura a renda mensal era apenas unn lilhares de contos. Durante 32 meses. E aquele espaço, este espaço, vazio, com o seu guarda e a sua loja alugada. Por baixo daquele plateau estão mais umas centenas de lugares. Para as pessoas se sentarem e verem um espectáculo. Mas não. Lisboa, Portugal, tem tantas e boas salas de espectáculo. Para quê recuperar o que temos. Deita-se tudo abaixo e depois logo se vê. Quando passo naquela esquina olho para a fachada e vejo o interior, vejo os projectos lindos que tivemos e o azedume que nos ficou da nojenta decisão dos que mandam nisto tudo... |